segunda-feira, 11 de junho de 2012

7 questões de prova que todo mundo ODEIA

Por mais questionável que seja o sistema atual de avaliação, e por mais que os professores jurássicos e os recém-formados nos afirmem que: prova não é uma maneira boa de avaliação, NINGUÉM mudou nada. Até hoje para obter score suficiente para passar de fase (a.k.a. passar de ano) você tem que fazer várias provas, decorar datas, lugares e até fórmulas, como se isso fosse realmente demonstrar que de fato você aprendeu.



Além de ter que fazer tantas provas, o sofrimento ainda não é considerado o suficiente, e ainda temos que passar por algumas questões nessa vida que a gente se pergunta: O meu professor é o que? (x) burro (x) troll (x) epic troll .

Pois bem, vamos às questões:


1. Afirmação interrogativa-estranha:

Determine quais são os fatores determinantes da pobreza no Brasil?
Não, obrigada, não estou a fim hoje.

É aquela coisa, você deveria ter a liberdade de responder como você bem quiser...

2. Questão gigantesca e mecanismo de resposta troll:

1. (começa com um texto gigante) A Tabela Periódica surgiu da necessidade de se organizar os elementos químicos. O químico russo Dimitri Ivanovitch Mendeleev foi o primeiro a dar forma à estrutura da tabela. Graças a este cientista bla bla blá seu professor quer que você fique lendo este texto enorme e não consiga terminar a prova a tempo! Para saber como a Tabela evoluiu, basta ficar atento ao fato de que no primeiro formato ela possuía apenas 63 elementos e atualmente já possui mais de 100, e ainda está aberta a novas descobertas, ou seja, está sempre evoluindo. 
Segundo a tabela periódica, relacione a primeira coluna com a segunda:

(1) Al (2) Ne (3) Na (4) Se (5) Br

a. ( ) Metais Alcalinos 
b. ( ) Gases nobres
c. ( ) Halogênios
d. ( ) Metais Alcalino-Terrosos
e. ( ) Calcogênios

Segundo o que você assinalou, qual é a resposta certa? (ou seja: se errar 1 já errou tudo, amigo)
a. 23451
b. 54321
c. 52143
d. 45321
e. 23154
f. 52431

3. Questões sem informações o suficiente:

Joãozinho ganhou uma bicicleta de Natal. Qual é a média da densidade de todos os metais envolvidos na fabricação da mesma?


4. Questões que exigem conhecimento televisivo:

O exame de DNA possui muitas utilidades e resolve muitos problemas atualmente. No programa do Ratinho da semana passada, o cara era ou não era o pai?

(Pra você que acha que estou de graça, eu já perdi pontos em prova de literatura, por não assistir à Casa das Sete Mulheres.)

5. Questões que dão um nó no cérebro:

Considerando o texto lido, quais destas afirmações afirmadas podem ser consideradas verdadeiras exceto as verdadeiras que não podem ser cientificamente comprovadas e as verdades falsas?

6. Questões que demonstram a preguiça do seu professor em fazer uma prova:

Faça uma questão sobre eletricidade e responda.

7. Questões com muitas opções: 

Quem foi a esposa de Luís Fernando De La Vega? Explique.
a) A Usurpadora
b) Soraia Montenegro
c) Milly das Chiquititas
d) Marimar
e)Maria Mercedes
f) Gaivota que voa longe, voa tão altoo 
g) Maria do Bairro

(Pior do que uma questão com 1/7 de chances de marcar ponto é o patético "Explique" no final. Rola aquela vontadinha de dizer: Explicar por que, professora? A senhora não sabe?)

E para você, qual é o tipo de questão de prova mais irritante? Complete a nossa lista nos comentários!

E lembre-se: 


2leep.com

6 comentários:

Danielle Pimentel disse...

~Gaivota que voa longe, voa tão altoo~
HUAHAUHAUHAUAHUAHUHAUAHAUHAUHAUHAA, genial Jess, genial!

P.S.: a resposta da 7 é a Usurpadora né?

Lola disse...

Na minha opinião, as piores questões são aquelas na qual se deve escolher mais de uma opção. Professores normais pontuam pelo quanto você acertou, o meu anula a questão toda caso tenha errado uma alternativa. MALDITO.

Oficial de Ciências disse...

Parte Primeira

Como ainda não fui banido deste blog, vamos lá engatar uma contramão. Mas primeiro uma breve introdução para a base do entendimento do que pretendo passar aqui, hoje. Vamos lá: (mas em duas partes pois esta limitação de caracteres é terrível – incrível como desvalorizamos a escrita e a leitura, uma página e meia é “coisa demais”)

1 – Peguei a frase de mudança do ensino quando estava no ensino médio, minha turma foi a penúltima a formar antes do início da introdução da “Escola Plural” que foi a introdução do Ensino em Ciclos. Ou seja, eu tive aqueles professores “carrascos” num momento histórico onde se reprovava por seis décimos.
2 – Trabalho na educação há doze anos e como trabalhei internamente em escolas públicas e privadas bem como acompanhando trabalho de inspetoras, concursos, secretarias, direção e afins, acabei podendo ver bem de perto um pouco de toda a estrutura de uma escola. E do sistema educacional em geral.

E diante disso, o que digo de mais sério, na contramão, a vocês jovens hoje, é: precisamos, sobretudo, de alunos melhores!

Para quem não sabe a maior partes das escolas públicas de hoje adota o sistema de ciclos, na prática o que muda com isso é que não há uma efetiva reprovação do aluno. A lei educacional vigente deixa a cargo das instituições de ensino a liberdade de flexionar sobre praticamente tudo no ensino. Mas as orientações e pareceres vão todos de encontro à não reprovação. Na prática, hoje é quase impossível alguém efetivamente reprovar. E mesmo se ficar em alguma matéria, do fundamental ao médio, o aluno pode fazer a matéria de forma isolada, não reprova e segue em frente. E para os “entendidos” da educação isso é uma melhoria. O alunado hoje goza de liberdade, ainda faz provas mas elas não possuem peso para reprovação, pode refazer provas, pode refazer matérias, ou seja, possui em mãos um vasto leque que os permite não ser reprovados. Isso foi toda a mudança no ensino no Brasil nas ultimas décadas, já que o conteúdo não sofreu modificação e a grade de ensino modificou-se miseravelmente: basicamente foram reduzidas as cargas horárias de Educação Física, Religião caiu fora (e já foi tarde) e Filosofia e Sociologia voltaram a ser desmembradas no Ensino Médio.

Oficial de Ciências disse...

Parte Segunda


Acontece que, todas estas medidas tiveram, na prática, apenas os seguintes resultados: o índice de analfabetismo no Brasil desabou, e o índice de analfabetismo funcional surgiu e vem crescendo forte e saudável! Não é raro, hoje em dia, você ver um estudante de Ensino Médio, concluir o curso mal sabendo escrever, sem saber o que é uma “regra de três”, e não tendo nenhuma noção de como se gera eletricidade a partir de uma hidroelétrica. E sim, são coisas muito fundamentais, antes que alguém diga: “mas para que preciso saber estas coisas”.

Basicamente, no passado quando tínhamos os professores carrascos e um sistema que reprovava a todo custo, (sistema este que muitos abominam) realmente se tinha um grande número de reprovações, algumas justas, outras nem tanto. Mas, sobretudo, as pessoas que passavam pela educação fundamental e média saiam no fim sabendo alguma coisa. Como o conteúdo é o mesmo (e isso sim precisa ser modificado) a diferença disso para hoje é que as pessoas que passam pelo processo chegam ao fim, sem saber. Digo, a grande maioria.

Por mais que se mostrem terríveis aquelas “questões que todos odeiam”, elas cumpriam seu papel: o alunado sabia sabendo sobre elas. Hoje não se tem isso, e o alunado sai sem saber coisa alguma. O conteúdo, como disse, é o mesmo. Os professores perderam a já pouquíssima valorização que possuíam, o estatuto do menor deu liberdade para a delinqüência, os projetos educacionais em voga permitem o erro e que o aluno continue seguindo, errando. Houve uma desvalorização da leitura, e na tentativa de corrigir isso o “ler muito” sobressaiu ao “ler melhor”. E hoje, para melhorarmos precisamos de alunos melhores numa sociedade que não valoriza o saber.

Ainda estamos num momento de transição, ou seja, agora que estão surgindo os profissionais formados no novo sistema. Ainda não vimos de todo o que vai dar, mas já vemos erros médicos grosseiros, prédios desabando do nada, jornalistas que não sabem escrever, matérias mal formuladas, e toda sorte de coisas que, sim, possuem suas raízes lá na formação do conhecimento médio.

Vocês são jovens, estão fazendo faculdade, reflitam sobre uma coisa: quem não lê, quer errar. E quem quer errar, não se importa em construir melhor. E Jess, se você tivesse lido A Casa das Sete Mulheres, que é um romance singular na literatura brasileira, você provavelmente não teria errado na sua prova de Literatura :P

Carmen disse...

Dar uma aula partindo de um despretensioso texto de humor: PVFR Oficial, pare com isso.

Anônimo disse...

parei na parte "Na prática, hoje é quase impossível alguém efetivamente reprovar bla bla bla" pfv vc está falando de alunos do público xD onde metade vai a escola só pq é "obrigado" pelos pais hahahah quem estuda pq quer realmente ser alguém na vida, se preocupa sim com as provas e suas notas, e algumas questões são bem zé manés,
alias ainda tem professores que copiam as provas inteiras da internet, e das primeiras pag de busca

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